Espelhos de Mercúrio
A Representação do Comércio nas Monarquias Ibéricas, 1500-1800

Congresso Internacional

7 de novembro de 2020 | Transmissão via YouTube

Sessão da manhã: https://youtu.be/KEi3i4NNqEw

Sessão da tarde: https://youtu.be/6arvydAq9OE

O Congresso Espelhos de Mercúrio: A Representação do Comércio nas Monarquias Ibéricas, 1500-1800 tem como propósito reunir especialistas interessados em estudar o comércio através da sua representação.

Embora a valorização social do comércio tenha vindo a mudar ao longo do tempo, a sua imagem tem sido, na generalidade, profundamente negativa em quase todas as sociedades tradicionais. No mundo ocidental, o cristianismo estigmatizou moralmente o ofício do comércio e a sua identificação com determinadas minorias sociais favoreceu a exclusão e a auto-marginalização. A partir do descobrimento do Novo Mundo, o comércio ganhou progressivamente uma dimensão relevante nas relações inter-estatais e, por conseguinte, o estatuto da atividade comercial alterou-se. Com o tempo, o comerciante melhorou a sua imagem social até chegar a ser modelo ou exemplo de conduta.

Esta transformação torna o período entre os séculos XVI e XVIII  particularmente relevante para o estudo da complexa dinâmica de transformações nas percepções culturais sobre o comércio. Espanha e Portugal figuram, neste período, como potências em que a luta pela hegemonia comercial ocupou, desde o início, um lugar de destaque. As monarquias ibéricas tiveram de acomodar comunidades de comerciantes de diversas origens e conferir-lhes reconhecimento jurídico e institucional, assim como relacionar-se com aqueles que eram de outras culturas. Em ambas monarquias proliferaram discursos acerca da condição social, cultural e política do comerciante. Em simultâneo, a atividade destes agentes contribuiu para conhecer, identificar e divulgar uma ampla diversidade de matérias-primas convertidas em mercadorias para o primeiro comércio de alcance global. Finalmente, as monarquias ibéricas partilharam uma experiência de decadência imperial que, na altura, foi interpretada, em grande medida, em termos de declínio comercial, e para cuja superação, já no século XVIII, Portugal e Espanha tiveram de incorporar novas formas de pensar e promover o comércio e os comerciantes.

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